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Centro de Pesquisas do Rio testa a glicose para detectar a diabetes

O CCBR Brasil Centro de Pesquisas Clínicas inicia, na próxima segunda-feira (6), uma campanha para identificar possíveis portadores de diabetes. Moradores do Rio de Janeiro poderão realizar exames gratuitamente para descobrir se seu nível de glicose na corrente sanguínea ultrapassou ou não o limite aceitável: uma pessoa tem diabetes tipo 2 quando dois exames em jejum estão acima de 126 mg/dL.

A campanha do CCBR acontece no mês em que são realizadas mundialmente diversas ações de prevenção à doença, já que a Organização Mundial de Saúde aponta a diabetes e as doenças cardiovasculares como as principais causas de morte no mundo. No Brasil, a diabetes tipo 2 é uma das doenças que mais preocupam as autoridades de saúde porque ela cresce de forma preocupante segundo os médicos e autoridades sanitárias.

Pesquisa de abril do Ministério da Saúde mostra crescimento de 62% entre 2006 e 2016. E o Rio de Janeiro é a cidade com a maior prevalência da doença. “Essa é uma doença silenciosa, que muitas vezes só é diagnosticada se a pessoa faz check-up e exames de rotina. E sabemos que 30% da população nunca fez um exame de sangue na vida”, afirma Luiz Augusto Russo, endocrinologista e Diretor do CCBR.

Além dos exames gratuitos, o CCBR também irá realizar uma palestra de esclarecimento sobre a doença no dia 11 de novembro, às 8h, com o objetivo de dar informações sobre a diabetes e seu tratamento.

O CCBR é um centro de pesquisa que realiza testes com voluntários para medicamentos de diversas doenças. E, nesse momento, participa de um experimento global de um novo remédio para pacientes que acabaram de identificar a diabetes. Além de ajudar no diagnóstico precoce da doença, o centro também pretende selecionar novos voluntários para testar o remédio. Trata-se de um teste clínico que já aprovado pelo FDA (agência reguladora de medicamento dos Estados Unidos) e pelas autoridades brasileiras (Ministério da Saúde e Anvisa) e que está sendo realizado aqui no Brasil e na Coréia do Sul. “É um medicamento de última geração e que já está em uma das últimas fases de testes. Poderá ajudar muitos pacientes a ter uma vida melhor, já que essa é uma doença crônica que precisa ser controlada sempre”, explica Russo.

A diabetes tipo 2 é uma doença que não tem cura e, uma vez diagnosticada, tem que ser tratada pelo resto da vida do doente. Ela tem mais prevalência em mulheres, em obesos e em pessoas com baixa escolaridade. Está associada com fatores genéticos e com sedentarismo. Mulheres e homens adultos têm mais chances de ter a doença. Se não tratada, a doença após alguns anos pode levar à cegueira, à insuficiência renal e a problemas coronarianos. “É uma doença que tem que ser parada antes que ela faça um dano maior ao paciente”, explica Russo.

O teste de glicose é bem simples. Basta um pequeno furo no dedo, e o sangue recolhido colocado num pequeno aparelho que mede a glicose quase que imediatamente. Para fazer o exame gratuito, o interessado deve marcar pelo telefone 25277979 (CCBR). Os testes serão realizados entre o dia 6 e 30 de novembro. A palestra acontece no dia 11 de novembro no auditório do CCBR (rua Mena Barreto, 33), e a inscrição também é gratuita com vagas limitadas.

Fonte: http://www.jb.com.br/rio/noticias/2017/11/05/centro-de-pesquisas-do-rio-testa-a-glicose-para-detectar-a-diabetes/

Sobre Priscila Torres

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O diagnóstico de uma doença crônica, em 2006, me tornou, blogueira e ativista digital da saúde. Sou idealizadora do Grupo EncontrAR e Blogueiros da Saúde. Vice-Presidente do Grupar-RP, presidente do EncontrAR.
Apaixonada por transformação social, graduanda em Comunicação Social “Jornalismo” na Faculdades Unidas Metropolitanas.

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