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Desconhecida por 55% da população brasileira, DPOC mata 40 mil pessoas por ano no Brasil

Com o diagnóstico precoce e o tratamento correto é possível controlar os sintomas e devolver a qualidade de vida aos pacientes

Um em cada dois brasileiros nunca ouviu falar da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), enfermidade que atinge 7 milhões de pessoas no país e é a 4ª causa de morte no mundo. Aumentar o conhecimento da população sobre o assunto é o principal objetivo do Dia Mundial de Combate a DPOC, 18 de novembro. Causada principalmente pelo tabagismo, a DPOC leva à dificuldade de respirar e ao cansaço progressivo e constante, impossibilitando uma série de atividades de rotina.

Na pesquisa nacional Panorama da Saúde Respiratória do Brasileiro¸ encomendada ao Ibope pela Boehringer Ingelheim do Brasil, 55% dos entrevistados disseram não saber nada a respeito da DPOC. O Dr. Mauro Gomes, Diretor da Comissão de Infecções Respiratórias da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, destaca que “este dado é muito preocupante visto que o diagnóstico precoce é fundamental para o tratamento adequado da doença que, anualmente, causa cerca de 40 mil mortes no Brasil. Aos primeiros sinais de cansaço, tosse, pigarro e falta de ar contínuos é recomendável buscar ajuda de um especialista. Estes sintomas são comumente confundidos com sinais do envelhecimento, fazendo com que o diagnóstico preciso seja feito quando o pulmão do paciente já está bastante comprometido”. Segundo o pneumologista, além dos sintomas mencionados, outros sinais comuns são: produção de catarro e limitação para exercícios físicos simples, como subir escadas, caminhar, trocar de roupa e até comer.

Ainda de acordo com o levantamento, 40% dos entrevistados que disseram conhecer a DPOC indicaram a depressão como uma das principais consequências da doença. Para o Dr. Mauro, o aprisionamento e a falta de condicionamento pulmonar e físico acabam provocando um quadro depressivo que debilita ainda mais a saúde do paciente. “Por isso, conseguir com que o diagnóstico seja feito logo no início da doença, trabalhar para controlar os sintomas e desenvolver um programa de exercícios e de reabilitação pulmonar com atividades simples como caminhada, natação ou com qualquer atividade que faça a pessoa se sentir melhor, é muito importante para melhorar qualidade de vida da pessoa”, alerta o especialista.

Outros números reiteram a relevância da conscientização sobre o tema. 87% dos entrevistados que disseram conhecer DPOC consideram a doença como “grave” e afirmam que é preciso reforçar essa mensagem à população. Na última década, a média de gastos com internações por DPOC chegou a R$ 100 milhões, o dobro investido nos anos 1990 – o que indica a crescente incidência da doença e preocupação com esta questão de saúde pública.

Sobre a pesquisa PANORAMA DA SAÚDE DO BRASILEIRO

indices-doencas-respiratorias-brasilPara entender melhor o panorama da saúde respiratória do brasileiro, a Boehringer Ingelheim do Brasil, encomendou ao Ibope a coleta de dados de uma pesquisa nacional com pessoas de diferentes classes, gêneros e localidades. O principal objetivo era realizar um levantamento sobre o quanto a população conhece as doenças respiratórias, suas percepções sobre sintomas, tratamentos e impacto nas atividades de rotina, além de saber mais sobre o comportamento de quem respondeu apresentar alguma(s) dessas doenças. A pesquisa, feita com 2.010 pessoas entre maio e junho de 2015, demonstrou que 44% dos brasileiros apresentam sintomas respiratórios (tosse, falta de ar, chiado no peito, coriza) que, geralmente, são percebidos como manifestações de doenças como asma, bronquite, DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica).

Boehringer Ingelheim

O Grupo Boehringer Ingelheim é uma das 20 principais farmacêuticas do mundo. Com sede em Ingelheim, na Alemanha, a companhia opera globalmente com 146 afiliadas e com um quadro de mais de 47.700 funcionários. Há 130 anos, a empresa familiar mantém o compromisso com pesquisa, desenvolvimento, fabricação e comercialização de novos medicamentos de alto valor terapêutico para a medicina humana e veterinária.

A responsabilidade social é um elemento importante da cultura empresarial da Boehringer Ingelheim, o que inclui o envolvimento global em projetos sociais como o “Mais Saúde” e a preocupação com seus colaboradores em todo o mundo. Respeito, oportunidades iguais e o equilíbrio entre carreira e vida familiar formam a base da gestão da empresa, que busca a proteção e a sustentabilidade ambiental em tudo o que faz.

Em 2014, a Boehringer Ingelheim obteve vendas líquidas de cerca de 13,3 bilhões de euros e investiu 19,9% do faturamento em pesquisa e desenvolvimento.

No Brasil, a Boehringer Ingelheim possui um escritório em São Paulo e uma fábrica em Itapecerica da Serra. Há 59 anos no país, a companhia estabelece parcerias com instituições locais e internacionais que promovem o desenvolvimento educacional, social e profissional da população.

Para mais informações, visite www.boehringer-ingelheim.com.br e www.facebook.com/ajudareomelhorremedio.

Sobre Priscila Torres

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O diagnóstico de uma doença crônica, em 2006, me tornou, blogueira e ativista digital da saúde. Sou idealizadora do Grupo EncontrAR e Blogueiros da Saúde. Vice-Presidente do Grupar-RP, presidente do EncontrAR.
Apaixonada por transformação social, graduanda em Comunicação Social “Jornalismo” na Faculdades Unidas Metropolitanas.

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