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Dra. Luciana Holtz, psico-oncologista e presidente do Instituto Oncoguia, afirma que a Internet ainda é a maior aliada na divulgação da Pesquisa Clínica no Brasil. Foto: Alex Nunes

Entenda a importância da participação do paciente, na pesquisa clínica

Dra. Luciana Holtz, psico-oncologista e presidente do Instituto Oncoguia, afirma que a Internet ainda é a maior aliada na divulgação da Pesquisa Clínica no Brasil. Foto: Alex Nunes
Dra. Luciana Holtz, psico-oncologista e presidente do Instituto Oncoguia, afirma que a Internet ainda é a maior aliada na divulgação da Pesquisa Clínica no Brasil. Foto: Alex Nunes

Precisamos desvendar a Pesquisa Clínica”
Pesquisas Clínicas são estudos usados para explicar um processo de investigação cientifica que envolve seres humanos. Ele tem a finalidade de trazer mais conhecimento sobre a doença e seus tratamentos. Os estudos avaliam o efeito, identificam as doses máximas toleradas, as doses mínimas eficazes, além de metabolização e excreção.

O tema causa dúvidas e estranhamentos, mas o que precisa ser ressaltado é que trata-se de um processo sério e complexo de pesquisa; dividido em diversas fases. Segundo a psico-oncologista e presidente do Instituto Oncoguia, Dra. Luciana Holtz, é preciso desmistificar a pesquisa clínica, de modo que as pessoas não enxerguem o processo como um “teste para cobaias”, mas sim como uma maneira de evolução para a cura e para os tratamentos.

“O primeiro ponto é desmistificar. Tenho um paciente que diz que ter sido cobaia foi uma benção na vida dele. Todo o processo ocorre de forma muito ética. Queremos a pesquisa clínica mais acessível, traduzida para o publico leigo. Muitas pessoas ainda tem medo de participar e não sabem como interagir com o processo. Temos falhado na divulgação, mas os pacientes podem encontrar alguns passos no site do Instituto Oncoguia (www.oncoguia.org.br), no clinicaltrials.gov ou perguntar aos seus médicos como podem participar de uma pesquisa clínica”, explica Holtz.

Os pontos positivos a serem destacados pela especialista no campo da Pesquisa Clínica são:

  •  Avanço científico;
  • Melhores “pesquisadores” em atuação;
  • Participação em estudos internacionais;
  • Ampliação do acesso a novos tratamentos;
  • Opção de acesso a tratamentos inovadores, muitas vezes não disponíveis no SUS;
  • Melhorar infraestrutura do SUS para diagnosticar e tratar (grave problema no momento);

Já os não tão bons assim:

Tempo Regulatório da PC (mais de 1 ano);

  • Baixo investimento;
  • Maior interação entre os envolvidos a fim de agilizar o processo de aprovação;
  • Necessidade de mais treinamento e dedicação de Recursos Humanos;
  • Sociedade desinformada com relação à Pesquisa Clínica;
  • Desenvolver uma cultura de cooperação;

Assista a palestra online:

Apresentação:

Sobre Priscila Torres

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O diagnóstico de uma doença crônica, em 2006, me tornou, blogueira e ativista digital da saúde. Sou idealizadora do Grupo EncontrAR e Blogueiros da Saúde. Vice-Presidente do Grupar-RP, presidente do EncontrAR. Apaixonada por transformação social, graduanda em Comunicação Social "Jornalismo" na Faculdades Unidas Metropolitanas.

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