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EUA aprovam injeção quinzenal para diminuir o colesterol

Um novo e potente remédio contra o colesterol foi aprovado na quinta-feira (27) pela agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos, a FDA. O evolocumabe (nome comercial Repatha) é injetável, pode ser ministrado a cada quinze dias ou uma vez por mês com uso de uma caneta aplicadora. O remédio também está liberado pela agência europeia (EMEA).

Em julho, a agência americana aprovou o alirocumabe (Praluent), fabricado pelo grupo Sanofi e Regeneron Pharmaceuticals. Foi o primeiro da nova classe de medicamentos conhecida como PCSK9, a qual pertence também o evolocumabe.

Os dois novos medicamentos são feitos a partir de cultura de células vivas geneticamente modificadas. Os remédios biológicos são o que existe de mais avançado (e caro) nos dias atuais. 

Neste primeiro momento, os novos medicamentos biológicos contra o colesterol destinam-se a pacientes adultos que convivem com alto nível de LDL (a fração ruim) e que possuem hipercolesterolemia familiar, uma forma hereditária da doença. Em geral, essas pessoas não conseguem atingir os níveis adequados de colesterol apesar da dieta e de tomar doses máximas de estatina, remédio criado há mais de 25 anos e o maios popular no combate ao problema.

Os dois novos medicamentos biológicos são também uma alternativa para pacientes que não respondem bem ao tratamento com os medicamentos disponíveis ou que não podem tomá-los por causa dos fortes efeitos colaterais. No caso das estatinas, por exemplo, há pessoas que não as toleram e manifestam fortes dores musculares.

Níveis elevados de colesterol LDL estão diretamente relacionados com o maior risco de entupimento das veias e artérias e doenças cardiovasculares.

De acordo com o Centro para Controle e Prevenção de Doença (EUA), cerca de 610 mil pessoas morrem de doença cardíaca nos Estados Unidos a cada ano. É o equivalente a uma entre quatro mortes.

AÇÃO E EFEITOS COLATERAIS

Os novos remédios inibem a ação da enzima PCSK9, cuja tarefa é eliminar receptores de LDL circulantes no sangue. Esses receptores varrem o mau colesterol do organismo. Portanto, quanto mais fraca a ação dessa enzima, mais receptores sobram para reduzir o colesterol ruim.

Nos estudos feitos para avaliar a eficácia e segurança do novo medicamento, pacientes que tomaram a medicação por 12 tiveram uma redução média do colesterol LDL de cerca de 60% em comparação com os remédios placebo (pílulas sem efeito). Em combinação com as estatinas, a diminuição do colesterol chegou a  72%.

Alguns dos principais efeitos colaterais o novo medicamento podem ser dor nas costas, vermelhidão, infecção respiratória, gripe, dores ou hematomas onde a injeção é dada. Segundo a FDA, alguns indivíduos podem apresentar reações alérgicas.

Os dados sobre a redução de doenças cardiovasculares relacionados aos novos tratamentos serão divulgados a partir de 2017.

E QUANDO CHEGA AO BRASIL?

A aprovação no Brasil já foi pedida à Agência Nacional de Vigilância Sanitária. “Submetemos as informações para aprovação no Brasil no final de 2014 com as mesmas indicações que foram aprovadas aqui nos Estados Unidos e na Europa”, disse hoje Marcelo Vianna de Lima, diretor médico da Amgen no Brasil, a Saúde!Brasileiros, de Londres.

Fonte: Saúde!Brasileiros

Sobre Priscila Torres

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O diagnóstico de uma doença crônica, em 2006, me tornou, blogueira e ativista digital da saúde. Sou idealizadora do Grupo EncontrAR e Blogueiros da Saúde. Vice-Presidente do Grupar-RP, presidente do EncontrAR.
Apaixonada por transformação social, graduanda em Comunicação Social “Jornalismo” na Faculdades Unidas Metropolitanas.

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