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Insulina para diabéticos está em falta na capital

Pacientes que fazem uso da insulina glargina e que obtêm o medicamento junto aos postos de saúde da capital têm enfrentado dificuldades para encontrar o produto. A prefeitura confirma que, no mês de junho, os medicamentos necessários ainda não chegaram. De acordo com a pasta, o problema estaria acontecendo desde maio, quando a Secretaria de Estado de Saúde teria fornecido menos insulina que o necessário. Funcionários da rede municipal, que pediram para não ter a identidade revelada, informaram que têm procurado o setor e ouvido a mesma resposta: não há previsão para que a situação seja normalizada.

O medicamento é indicado para aqueles pacientes que não conseguem ter um bom controle glicêmico e diminui as chances de ocorrerem crises de hipoglicemia. A falta dele pode ter consequências graves, segundo o diretor da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia de Minas Gerais, Paulo Miranda.

“Se o paciente não receber o medicamento, terá que modificar seu tratamento. Sem a insulina, ele pode ter elevação da glicose, ocasionando a desidratação e o desequilíbrio, que pode levar até mesmo à morte”, explicou. Na rede privada, o medicamento de 3 mL custa em média R$ 130. O de 10 mL pode chegar a R$ 400.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde informou que o produto é distribuído de acordo o protocolo clínico para portadores de diabetes mellitus tipo 1. No mês de maio, segundo a pasta, a demanda era de 2.126 refis de 3 mL, e 45 frascos de 10 mL, mas recebeu somente 1.200 refis e 50 frascos. No mês de junho, a demanda foi de 2.184 refis e 60 frascos.

Leia a nota na íntegra:

.    A Insulina Glargina 100UI/mL é fornecida pela Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), através da Resolução SES/MG nº 2.359/2010, que estabelece o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para a utilização do medicamento em portadores de Diabetes Mellitus Tipo 1 (DM1). A insulina é repassada à Secretaria Municipal de Saúde que disponibiliza aos usuários nas Unidades de Saúde de Belo Horizonte;

2.    No mês de maio, a demanda era de 2.126 refis de 3mL, e 45 frascos de 10mL, e a SMSA recebeu da SES 1.200 refis e 50 frascos. No mês de junho, a demanda foi de 2.184 refis e 60 frascos, entretanto, até o presente momento, a SES não fez a entrega de nenhum quantitativo;

3.    A SES/MG informou que está com problemas no recebimento de Insulina Glargina pelo fornecedor e que não há previsão para regularização do fornecimento da mesma aos municípios;

4.    Dessa forma, a SMSA aguarda o recebimento do medicamento para restabelecer o atendimento aos usuários.

A Secretaria de Estado de Saúde, por sua vez, destacou que a escassez de recursos financeiros tem impactado o processo de pagamento aos fornecedores e tal fato culminou no desabastecimento. A pasta destacou ainda que haverá uma entrega emergencial, mas sem informar uma data para a distribuição.

Fonte: http://www.otempo.com.br/cidades/insulina-para-diab%C3%A9ticos-est%C3%A1-em-falta-na-capital-1.1500307

Sobre Priscila Torres

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O diagnóstico de uma doença crônica, em 2006, me tornou, blogueira e ativista digital da saúde. Sou idealizadora do Grupo EncontrAR e Blogueiros da Saúde. Vice-Presidente do Grupar-RP, presidente do EncontrAR.
Apaixonada por transformação social, graduanda em Comunicação Social “Jornalismo” na Faculdades Unidas Metropolitanas.

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