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Intestino gigante chega a BH para alertar população para o câncer colorretal

Com exceção do câncer de pele não melanoma e atrás apenas do de próstata, com 69 mil casos previstos para este ano segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), e do de mama, a estimativa são de 57 mil diagnósticos em mulheres, o câncer colorretal é o terceiro tipo com maior incidência no país: são esperados que 33 mil brasileiros recebam a notícia da doença em 2015. O tumor afeta tanto homens quanto mulheres, com uma incidência maior no caso delas: o risco estimado é de 15,44 casos novos a cada 100 mil homens e 17,24 casos novos a cada 100 mil mulheres. No entanto, é um dos poucos tipos de cânceres com alta chance de prevenção.

E é justamente a informação sobre formas eficientes para se evitar o câncer de intestino o foco da campanha Setembro Verde, realizada pela primeira vez pela Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP) e a Associação Brasileira de Prevenção do Câncer de Intestino (Abrapreci). Entre as ações, um intestino gigante vai percorrer quatro capitais no país.

A ação tem apoio da prefeitura de BH. Na capital mineira, entre 2008 e 2015, praticamente dobrou o número de internações em razão do câncer colorretal. Somente em 2013, a Secretaria Municipal de Saúde notificou 201 óbitos provocados pela doença.

Em Belo Horizonte, a estrutura de 20 metros por 2,5m será montada no Parque Municipal nos dias 12 e 13 de setembro. Os visitantes poderão entrar para ver as reproduções de lesões no órgão e vídeos educativos sobre o câncer de intestino. Ao final do percurso, especialistas vão esclarecer as dúvidas e distribuir folhetos com dicas de hábitos saudáveis para prevenir a doença.

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Intestino gigante poderá ser visitado no Parque Municipal nos dias 12 e 13 de setembro.

Prevenção
Uma boa alimentação é a forma mais simples de prevenir esse tipo de tumor. Para isso, é recomendada a ingestão de 30 gramas de fibras diariamente e o equivalente a duas xícaras e meia por dia de frutas e verduras. Além disso, a dieta deve contemplar um baixo consumo de gordura, especialmente carne vermelha e queijos. A prática regular de atividades físicas também é importante e a população deve evitar o tabagismo e a ingestão exagerada de álcool.

Fatores de risco
Entre os fatores de risco para o câncer colorretal estão a dieta com alto teor de gordura, obesidade, sedentarismo e tabagismo. Assim como alguns tumores ginecológicos, algumas doenças crônicas do sistema digestivo, como a doença de Crohn e a colite ulcerativa, também estão relacionadas ao câncer de intestino.

Diagnóstico precoce

A recomendação da SBCP é que a partir dos 50 anos toda pessoa faça a colonoscopia. Esse exame permite analisar o revestimento interno do intestino e é importante por que o procedimento permite ver a formação de pólipos benignos, que são os precursores do câncer de intestino. No caso da presença de pólipos, eles serão removidos com o objetivo de evitar que se transformem um tumor.

Se o paciente fez o exame aos 50 anos e não foi encontrado nada, não há nenhum sintoma e ele não possui casos de câncer de intestino na família, pode fazer a próxima em 10 anos.

Já se a pessoa foi submetida a uma colonoscopia e foi encontrado algum pólipo, após a análise e retirada desse pólipo, o especialista vai orientar o paciente quando deverá ser realizado o próximo exame, que pode ser em seis meses, um ano, dois anos, três anos dependendo do resultado do exame.

No caso de câncer de intestino na família a regra muda e a primeira colonoscopia deve ser realizada aos 40 anos.

As chances de cura superam 60% quando considerado o total de casos diagnosticados e corretamente tratados.

Sintomas
Assintomático na fase inicial – por isso a importância de se realizar a colonoscopia -, o câncer colorretal pode causar perda de sangue nas fezes, dor abdominal, alteração do ritmo intestinal, vômitos e náuseas, emagrecimento e anemia não explicados por outras causas.

Se a doença for diagnosticada a recomendação é remover o tumor. Presidente da SBCP, Ronaldo Salles explica que o procedimento só não é adotado se a cirurgia for considerada muito perigosa para um determinado paciente ou inviável nos casos muito avançados. De forma complementar, se recomenda quimioterapia e radioterapia.

Fonte: Uai.com

Sobre Priscila Torres

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O diagnóstico de uma doença crônica, em 2006, me tornou, blogueira e ativista digital da saúde. Sou idealizadora do Grupo EncontrAR e Blogueiros da Saúde. Vice-Presidente do Grupar-RP, presidente do EncontrAR.
Apaixonada por transformação social, graduanda em Comunicação Social “Jornalismo” na Faculdades Unidas Metropolitanas.

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