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Jardiance® reduziu o risco de morte cardiovascular em adultos com diabetes tipo 2 e doença arterial periférica

Nova análise apontou que a empagliflozina, comercialmente conhecida como Jardiance®, reduz o risco de morte cardiovascular no tratamento de adultos com diabetes tipo 2 e doença arterial periférica, quando comparada em estudo com o uso de placebo e adicionado ao uso de terapia padrão. Os resultados são de uma análise de dados post-hoc do estudo clínico EMPA-REG OUTCOME® e foram apresentados durante seções científicas do Congresso AHA (American Heart Association), em Anaheim, na Califórnia, e publicados simultaneamente online no periódico Circulation, jornal da associação médica norte-americana¹.

“A doença arterial periférica, uma das complicações mais comuns associadas ao diabetes tipo 2, aumenta o risco de morte cardiovascular”, diz Subodh Verma, M.D., cientista e cirurgião cardíaco no St. Michael Hospital e professor da Universidade de Toronto. “Existe uma necessidade iminente de opções de tratamento que possam melhorar as consequências cardiovasculares em pacientes com diabetes tipo 2 e doença arterial periférica.”

Cerca de um em cada três diabéticos com mais de 50 anos sofre de doença arterial periférica, condição que leva ao estreitamento das artérias que partem do coração para os braços, pernas e pés, e é causada pelo depósito de placas de gorduras nas paredes desses vasos2. A doença arterial periférica pode ser fatal quando esses bloqueios restringem a circulação, causando complicações nos membros, e também pode acometer órgãos vitais, como o coração, os rins e o cérebro3. Se não for tratada de maneira adequada, a doença arterial periférica ainda pode levar a amputações, o que pode resultar em hospitalizações, invalidez e morte4.

 

No início do estudo, 21% dos mais de 7.000 voluntários do EMPA-REG OUTCOME® já tinha a doença arterial periférica. A análise desses pacientes, que já recebiam o tratamento padrão para a doença, quando comparada ao uso de placebo, apontou que:

  • A empagliflozina reduziu o risco de morte cardiovascular em 43%;
  • A morte relacionada a diferentes causas sofreu redução de 38%, e as hospitalizações por insuficiência cardíaca diminuíram 44%;
  • Quanto ao desfecho clínico em relação à morte cardiovascular, como do infarto não fatal e o acidente vascular cerebral não fatal, ocorreu redução de 16%;
  • As doenças renais, em pacientes em estágio inicial ou avançado, também conhecidas como nefropatias, foram reduzidas em 46%;
  • No geral, os efeitos cardiovasculares e renais em pacientes com doença arterial periférica foram coerentes com os resultados prévios do estudo clínico EMPA-REG OUTCOME® 13.

 

Em relação aos efeitos colaterais, dos mais comuns aos mais graves, a análise mostrou um equilíbrio no grupo que tomou a empagliflozina em relação aos voluntários que aderiram ao placebo. No grupo com a doença arterial periférica, a amputação de membros inferiores ocorreu em 5,5% daqueles que usaram a empagliflozina e 6,3% dos pacientes que receberam placebo. No grupo sem diagnóstico de doença arterial periférica, a amputação dos membros inferiores ocorreu em 0,9% naqueles que foram tratados com a empagliflozina, e 0,7% nos que receberam placebo.

“Por meio de sub análises contínuas do estudo EMPA-REG OUTCOME®, estamos conquistando um melhor entendimento de como a empagliflozina pode ajudar uma ampla gama de pessoas que vivem com o diabetes tipo 2 e suas complicações”, afirmou o Dr. Georg van Husen, vice-presidente e chefe da área de Terapia Cardiometabólica da Boehringer Ingelheim. “Os dados apresentados e publicados nas seções científicas da American Heart Association mostraram que a empagliflozina reduz o risco de morte cardiovascular e da doença renal numa população altamente vulnerável que sofre de diabetes tipo 2 e da doença arterial periférica.”

Sobre o Diabetes e a Doença cardiovascular

No mundo, existem mais 415 milhões de diabéticos, sendo que 193 milhões pessoas ainda não foram diagnosticadas com a doença5. Em 2040, o número de pessoas com diabetes no mundo deve aumentar para 642 milhões5. O diabetes tipo 2 é a forma mais comum da doença, corresponde a mais de 91% dos casos de diabetes em países desenvolvidos5. O diabetes é uma condição crônica que ocorre quando o organismo não produz ou usa o hormônio insulina5.

Em razão das complicações associadas ao diabetes, como os altos índices de açúcar no sangue, a hipertensão arterial e a obesidade, a doença cardiovascular é a maior complicação e a principal causa de morte associada ao diabetes6,7. Diabéticos têm de duas a quatro vezes mais chance de desenvolver uma doença cardiovascular do que os não diabéticos7. Em 2015, a doença causou mais de 5 milhões de mortes no mundo, tendo a doença cardiovascular como a principal causa5,7. Cerca de 80% dos óbitos por diabetes tipo 2 decorre da doença cardiovascular8,9.

Ter diabetes aos 60 anos diminui a expectativa de vida do paciente em até seis anos, em relação a quem não tem a doença. Quem sofre de diabetes e possui histórico de infarto ou acidente vascular cerebral, também na mesma faixa etária, tem 12 anos a menos de vida, quando comparados a pessoas sem esse quadro clínico10.

 

Sobre a empagliflozina

Comercializado sob o nome de Jardiance, a empagliflozina é um inibidor de SGLT-2, uma co-proteína transportadora que atua na reabsorção de glicose filtrada pelo rim. Ao inibir a ação desta proteína, a empagliflozina remove o excesso de açúcar que seria reabsorvido pelo rim, permitindo a eliminação de cerca de 78 gramas de glicose, equivalente a 312 calorias eliminadas diariamente¹¹11,12. Como benefícios adicionais, a empagliflozina reduziu o peso, a circunferência abdominal e a pressão arterial. E, conforme demonstrado no estudo EMPA-REG OUTCOME, a empagliflozina reduz em 38% o risco relativo de morte cardiovascular, que é a principal causa de morte nos pacientes com diabetes tipo 212.

 

Sobre a aliança Boehringer Ingelheim e Eli Lilly

Comprometidos com a saúde e a qualidade de vida dos pacientes com diabetes e suas necessidades durante todas as fases do tratamento, as companhias Boehringer Ingelheim e Eli Lilly decidiram, em 2011, unir forças e estabelecer uma parceria no segmento. Essa aliança alavanca os pontos fortes de duas das maiores empresas farmacêuticas do mundo. A Boehringer Ingelheim com seu compromisso com investimento em pesquisa e desenvolvimento de novos medicamentos de alto valor terapêutico para a medicina, aliada ao pioneirismo da Eli Lilly – com a primeira insulina comercializada em 1923. Ao juntar forças, as companhias demonstram ainda mais compromisso com os pacientes com diabetes. Para mais informações, acesse www.boehringer-ingelheim.com.br  ou www.lilly.com.br

 

Sobre a Boehringer Ingelheim

Medicamentos inovadores para pessoas e animais têm sido, há mais de 130 anos, o foco da empresa farmacêutica Boehringer Ingelheim. A Boehringer Ingelheim é uma das 20 principais farmacêuticas do mundo e até hoje permanece como uma empresa familiar. Dia a dia, cerca de 50.000 funcionários criam valor pela inovação para as três áreas de negócios: saúde humana, saúde animal e fabricação de biofármacos. Em 2016, a Boehringer Ingelheim obteve vendas líquidas de cerca de € 15.9 bilhões. Os investimentos em pesquisa e desenvolvimento correspondem a 19,6% do faturamento líquido (mais de € 3 bilhões). A responsabilidade social é um elemento importante da cultura empresarial da Boehringer Ingelheim, o que inclui o envolvimento global em projetos sociais como o “Mais Saúde” e a preocupação com seus colaboradores em todo o mundo. Respeito, oportunidades iguais e o equilíbrio entre carreira e vida familiar formam a base da gestão da empresa, que busca a proteção e a sustentabilidade ambiental em tudo o que faz. No Brasil, a Boehringer Ingelheim possui escritórios em São Paulo e Campinas, e fábricas em Itapecerica da Serra e Paulínia. Há mais de 60 anos no país, a companhia estabelece parcerias com instituições locais e internacionais que promovem o desenvolvimento educacional, social e profissional da população. A empresa recebeu, em 2017, a certificação Top Employers, que a elege como uma das melhores empregadoras do país por seu diferencial nas iniciativas de recursos humanos. Para mais informações, visite www.boehringer-ingelheim.com.br e www.facebook.com/BoehringerIngelheimBrasil.

Sobre a Eli Lilly and Company

A Lilly é uma organização global líder na área da saúde que une cuidado e descoberta para melhorar a vida para as pessoas ao redor do mundo. Foi fundada há mais de um século por um homem compromissado com a criação de medicamentos de alta qualidade que são essenciais e hoje permanece sendo guiada por essa missão em tudo o que faz. Ao redor do mundo, funcionários Lilly trabalham para inovar e entregar medicamentos que mudem a vida daqueles que precisam, melhorando o entendimento e o tratamento de doenças, e servindo a comunidades com voluntariado e filantropia. Para saber mais sobre a Lilly, acesse www.lilly.com.br.

Referências

  1. Verma Subodh, et al. Empagliflozin Reduces Mortality and Hospitalization for Heart Failure in Patients with Type 2 Diabetes and Peripheral Artery Disease: A Sub-Analysis of the EMPA-REG OUTCOME Trial. Oral Presentation at the American Heart Association Scientific Sessions 2017. Nov. 11 – 15, Anaheim, California.
  2. American Diabetes Association. Peripheral Arterial Disease (PAD). Available at: http://www.diabetes.org/living-with-diabetes/complications/heart-disease/peripheral-arterial-disease.html. Acesso em novembro de 2017.
  3. American Heart Association. Why PAD Matters. Available at: http://www.heart.org/HEARTORG/Conditions/VascularHealth/PeripheralArteryDisease/Why-PAD-Matters_UCM_301303_Article.jsp#.Wfxnr7acZGO .  Acesso em novembro de 2017.
  4. University of Maryland Medical Center. Peripheral artery disease and intermittent claudication. Available at: http://www.umm.edu/health/medical/reports/articles/peripheral-artery-disease-and-intermittent-claudication. Acesso em novembro de 2017.
  5. International Diabetes Federation. IDF Diabetes Atlas, 7th edition. Brussels, Belgium 2015. Available at: www.diabetesatlas.org. Acesso em novembro de 2017.
  6. World Health Organisation. Diabetes: fact sheet no. 312. Available at: www.who.int/mediacentre/factsheets/fs312/en/# .  Acesso em novembro de 2017.
  7. World Heart Federation. Diabetes as a risk factor for cardiovascular disease. Disponível em: www.world-heart-federation.org/cardiovascular-health/cardiovascular-disease-risk-factors/diabetes .  Acesso em novembro de 2017.
  8. Nwaneri C, et al. Mortality in type 2 diabetes mellitus: magnitude of the evidence from a systematic review and meta-analysis. The British Journal of Diabetes & Vascular Disease 2013;13:192–207.
  9. Morrish NJ, et al. Mortality and causes of death in the WHO Multinational Study of Vascular Disease in Diabetes. Diabetologia 2001;44(2):S14–21.
  10. The Emerging Risk Factors Collaboration. Association of Cardiometabolic Multimorbidity With Mortality. JAMA. 2015;314(1):52-60.
  11. Heise T, Seewaldt-Becker E, Macha S, Hantel S, Pinnetti S, Seman L, Woerle H-J. Safety, Tolerability, pharmacokinetics and pharmacodynamics following 4 weeks’ treatment with empagliflozin once daily in patients with type 2 diabetes. Diabetes Obes Metab. 2013;15:613-621.
  12. Zinman B, Wanner C, Lachin JM et al. Empagliflozin, Cardiovascular Outcomes, and Mortality in Type 2 Diabetes. N Engl J Med. 2015; 373(22):2117-28.

Sobre Priscila Torres

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O diagnóstico de uma doença crônica, em 2006, me tornou, blogueira e ativista digital da saúde. Sou idealizadora do Grupo EncontrAR e Blogueiros da Saúde. Vice-Presidente do Grupar-RP, presidente do EncontrAR. Apaixonada por transformação social, graduanda em Comunicação Social "Jornalismo" na Faculdades Unidas Metropolitanas.

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