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Mesa redonda debate liberação dos anorexígenos e reforça importância da prescrição com orientação médica

Encontro reuniu médicos e pacientes e aconteceu hoje XIX Congresso Brasileiro de Nutrologia 

Inibidores-apetiteMédicos nutrólogos da Associação Brasileira de Nutrologia, especialistas nacionais e internacionais, e pacientes obesos estiveram reunidos hoje, no XIX Congresso Brasileiro de Nutrologia, em uma mesa redonda que debateu a importância do tratamento adequado da obesidade e do uso dos medicamentos inibidores de apetite com acompanhamento médico.  O assunto tem sido muito discutido, desde que esses remédios foram proibidos pela Anvisa, em 2011. Um projeto de lei que garante a liberação aguarda aprovação do Senado.

O médico nutrólogo e diretor da ABRAN, Dr. Dimitri Homar, lembrou que a obesidade é uma doença crônica que possui diversas causas. Ele destacou que, em 75% delas, o tratamento deve incluir medicamentos. “Quando isso não acontece, o paciente desenvolve diversas comorbidades associadas, como hipertensão e diabetes”, explica. O vice-presidente e médico nutrólogo da ABRAN, Dr. Paulo Giorelli, afirmou que, depois da proibição, no Brasil, houve um aumento de 32% na venda de remédios para pessoas com diabetes e hipertensão.

A médica e professora da Universidade de Illinois, nos EUA, Dra. Margarita Teran-Garcia, lembrou que nos Estados Unidos esses medicamentos são liberados, uma vez que o uso tenha um acompanhamento médico regular. “Nós podemos prescrever os anorexígenos, pois sabemos que, na maioria dos casos de pacientes obesos, há necessidade de um tratamento completo”.

A socióloga Ivani Hofling, uma das pacientes participantes, contou que desde criança teve problemas para conseguir controlar o peso, e que aos 16 anos começou o tratamento com anorexígenos. Ivani disse que dos 16 anos aos 70 anos nunca apresentou nenhum problema, e que o medicamento, além de controlar o peso, também a ajudou a prevenir a hipertensão.

Para finalizar, o presidente e médico nutrólogo da ABRAN, Dr. Durval Ribas Filho, explicou que, como em todas as doenças crônicas, não se pode interromper o tratamento. Segundo ele, a obesidade deve ser tratada como uma pirâmide. “Na base, temos reeducação alimentar e atividade física. Depois, temos o tratamento psicoterapêutico. Os passos seguintes são os medicamentos anorexígenos e, apenas em último caso, a cirurgia bariátrica”, esclareceu.

Sobre o Congresso Brasileiro de Nutrologia

Organizado pela Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), é um dos maiores eventos no Brasil que reúne médicos, especialistas e estudantes da saúde, para debater temas ligados à obesidade, gestação, nutrologia esportiva, pediatria, transtornos alimentares, entre outros. Reune cerca de três mil pessoas, em São Paulo, entre renomados pesquisadores nacionais e internacionais, especialistas nas diversas áreas da Nutrologia.

Sobre a ABRAN

A ABRAN é uma entidade médica científica reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina. Fundada em 1973, dedica-se ao estudo de nutrientes dos alimentos, decisivos na prevenção, no diagnóstico e no tratamento da maior parte das doenças que afetam o ser humano, a maior parte de origem nutricional. Reúne mais de 3.800 médicos nutrólogos associados, que atuam no desenvolvimento e atualização científica em prol do bem estar nutricional, físico, social e mental da população. Visite www.abran.org.br e curta a ABRAN no  Facebook www.facebook.com/nutrologos .

Mais informações para a imprensa

Gabrieli Mello
Barcelona Soluções Corporativas
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Monica Giacomini
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Sobre Priscila Torres

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O diagnóstico de uma doença crônica, em 2006, me tornou, blogueira e ativista digital da saúde. Sou idealizadora do Grupo EncontrAR e Blogueiros da Saúde. Vice-Presidente do Grupar-RP, presidente do EncontrAR. Apaixonada por transformação social, graduanda em Comunicação Social "Jornalismo" na Faculdades Unidas Metropolitanas.

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