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Supervacina contra o HPV protege nove subtipos do vírus e previne câncer

lP58Z_c508c6ff1c0e569f53905bec00df2963A vacina ministrada atualmente na rede pública de saúde brasileira contra o papilomavírus humano (HPV) é chamada de quadrivalente por proteger contra quatro subtipos do vírus: 6, 11, 16 e 18. Juntos, eles são os responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer de colo do útero e 90% das verrugas genitais. No entanto, o HPV conta com pelo menos 13 variantes consideradas oncogênicos, isto é, com grande potencial para causar câncer. Na busca por uma proteção mais completa, pesquisadores de 33 países colaboram no desenvolvimento de outro tipo de imunização, chamada de multivalente. A nova fórmula, que acaba de passar pelo terceiro teste clínico (em humanos), protege também contra cinco subtipos virais que, apesar de raros, são considerados de alto risco para o desenvolvimento de tumores malignos.

Na vacina multivalente são adicionados imunizantes contra os subtipos 31, 33, 45, 52 e 58. Incluídos na categoria de alto risco, eles têm probabilidade maior de persistir e são associados a lesões pré-cancerígenas. O perigo foi confirmado em pesquisa realizada por especialistas da Universidade de Viena (Áustria) e publicada na edição de hoje da revista da Associação Americana de Pesquisa em Câncer, a Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention. No estudo, a equipe de Elmar Joura analisou a atribuição de lesões cancerígenas a 12 genótipos do HPV para a infecção e a doença cervical. Os nove subtipos incluídos na vacina foram percebidos como causa da maioria dos pré-cânceres cervicais.

O objetivo dos pesquisadores era estudar quantas lesões desse tipo poderiam ser prevenidas por uma investigação de vacina multivalente contra o HPV. Cerca de 12 mil mulheres imunizadas com a quadrivalente foram acompanhadas, sendo que 2.507 delas receberam, anos depois, o diagnóstico de um de três graus de neoplasia intraepitelial cervical (NIC) ou de adenocarcinoma in situ (AIS) — todas lesões pré-cancerígenas. A partir desses dados, os cientistas buscaram estimar o número de pré-cânceres que podem ter tido como causa os cinco subtipos de HPV não contidos na vacina quadrivalente. Verificou-se que eles estavam em 55% das NIC de grau 1, 78% das NIC de grau 2, 91% das NIC de grau 3 e quase 100% das lesões AIS.

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A equipe descobriu ainda que, das mulheres com idades entre 15 e 26 anos que tiveram pré-cânceres, 54% apresentaram uma só infecção por HPV, e 32% estavam infectadas com mais de um tipo do micro-organismo. Daquelas entre 24 e 45 anos com pré-cânceres, 59% estavam com um tipo e 19% com mais de um. Joura acredita que, apesar do perfil de segurança das vacinas atuais contra o HPV, é preciso melhorar a proteção.

 

FONTE: Correio Braziliense

Sobre Priscila Torres

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O diagnóstico de uma doença crônica, em 2006, me tornou, blogueira e ativista digital da saúde. Sou idealizadora do Grupo EncontrAR e Blogueiros da Saúde. Vice-Presidente do Grupar-RP, presidente do EncontrAR.
Apaixonada por transformação social, graduanda em Comunicação Social “Jornalismo” na Faculdades Unidas Metropolitanas.

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