Home / Notícias / A vida pós-AVC: desdobramentos e cuidados

A vida pós-AVC: desdobramentos e cuidados

Perdas de funções motoras, cognitivas e psicossociais são algumas das consequências de um acidente vascular cerebral (AVC). Elas podem ser agravadas se não tratadas devidamente. O Dr. Rubens Gagliardi, diretor científico da Academia Brasileira de Neurologia, assegurou que é possível ter uma boa qualidade de vida após sofrer esta emergência médica.

“Geralmente, o AVC é mais comum em indivíduos com histórico familiar da doença, uma vez que a maioria dos fatores de risco, como hipertensão, obesidade, diabetes, distúrbio do colesterol, dentre outros, é de cunho genético. Aspectos ambientais e culturais ligados às características familiares também podem induzir ao seu desenvolvimento. Somadas, estas duas vertentes respondem por uma alta prevalência”, afirma o neurologista.

Gagliardi ressalta que é fundamental conhecer os sintomas, pois o quanto antes iniciar o tratamento, melhores as chances de sobrevida e da redução de sequelas. Paralisia de um lado do corpo e fraqueza são alguns dos sinais. “O paciente não consegue levantar o braço, a perna, e nem mesmo andar. Pode, também, ocorrer um desvio na boca, perda de visão completa ou parcial, dores de cabeça, tontura forte e dificuldades para elaborar palavras e se expressar”, explica.

Sobre o socorro ao paciente, é fundamental prestar socorro em até quatro horas, para que as funções vitais tenham uma recuperação absoluta. Quando o doente chega tardiamente ao hospital, as possíveis alternativas de tratamento são antiagregação, anticoagulação e antidematoso cerebral. No entanto, nenhuma delas tem o mesmo grau de eficácia do que um atendimento imediato.

Reabilitação
A chance de um AVC se repetir é grande, por isso se o indivíduo não fez controles antes da instalação do quadro, deve ser encaminhado para rígidos cuidados de prevenção. “Não existe um tempo estipulado para reabilitação, pois isso varia de acordo com o paciente. O ideal é começar uma reabilitação profissional ainda no período de internação hospitalar até o paciente se recuperar completamente – o que normalmente ocorre em 30% dos casos”, ressalta Dr. Rubens.

O neurologista esclarece que é preciso seguir um acompanhamento neurológico, que estipule as suas condições clínicas e risco cerebrovascular, recomendando então, sono de boa qualidade, não fumar e prática de atividade física. Nos casos em que o paciente apresente dificuldades de ingestão, alimentos líquidos ou consistentes cedem lugar às texturas mais pastosas; eventualmente, é necessário passar uma sonda enteral ou fazer gastrostomia. Quando há perda da capacidade de comunicação, a fonoterapia possibilita a reabilitação da linguagem.

“Quem sofreu um AVC pode ter de conviver com sequelas, mas isso não defasa totalmente a qualidade de vida, uma vez que é possível ter reabilitação, reestruturação física e recuperação de contato social. Um tratamento multidisciplinar é essencial para se atingir resultados mais efetivos. O apoio da família é fundamental neste processo, assim como é fundamental a prevenção”, conclui.

Sobre Priscila Torres

mm
O diagnóstico de uma doença crônica, em 2006, me tornou, blogueira e ativista digital da saúde. Sou idealizadora do Grupo EncontrAR e Blogueiros da Saúde. Vice-Presidente do Grupar-RP, presidente do EncontrAR. Apaixonada por transformação social, graduanda em Comunicação Social "Jornalismo" na Faculdades Unidas Metropolitanas.

Além disso, verifique

Campanha de multivacinação para regulariza caderneta começa segunda

Começa na próxima segunda (11) a Campanha Nacional de Multivacinação para Atualização de Caderneta de …

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto:
Pular para a barra de ferramentas