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O comportamento suicida

“Segundo a OMS, 90 por cento dos casos poderiam ser evitados, reconhecer os sinais de alerta pode ser o mais importante passo.”

O suicídio é o ato de retirar a própria vida,, porém, pode ser evitado se identificarmos os sinais. “A maioria dos suicidas pede ajuda antes, ou seja, é mito que a pessoa que quer se matar, não pede socorro.

O suicida não quer morrer, quer aliviar seu sofrimento. O que faz com que alguém cometa suicídio intencionalmente, em geral, é uma dor emocional muito forte, onde a pessoa tem a impressão de que não há o que fazer ou como melhorar, senão cometendo o ato”, explica o Dr. Marcel Padula Lamas, psiquiatra do centro médico Consulta Aqui.

Há divergências na área científica sobre o suicida, alguns autores consideram suicídio apenas se cometido de forma intencional,  exemplo: o indivíduo que toma veneno ou se enforca), outros, são mais abrangentes, e englobam também, pessoas que têm comportamentos suicidas, como o diabético que come açúcar, o hipertenso que exagera no sal, até mesmo, o que ingere grandes quantidades de bebida alcoólica e depois dirige.

Existem também, doenças mentais que aumentam a chance do paciente cometer suicídio, como depressão unipolar ou bipolar, que está associada a 40% dos casos, seguido de etilismo (25%), esquizofrenia (10%) e delirium (5%). Sinais como os famosos “D”s: dor psíquica, depressão, desespero, desesperança, desamparo, dependência química e delirium devem ser notados com cautela, além da presença de fatores precipitantes e/ou predisponentes.

Os fatores precipitantes são agudos, geralmente passageiros na vida de alguém, e levam o indivíduo a tentar o suicídio, por exemplo, alta recente de hospitalização psiquiátrica, modificação de situação econômica e financeira, casos de baixa autoestima e graves preocupações.

Já, os predisponentes são crônicos e, em geral não podem ser mudados. Exemplos: Sexo masculino (cometem 4 vezes mais suicídio), feminino (3 vezes mais tentativas), idade (mais jovens tentam mais o ato, idosos conseguem o maior número), histórico familiar, tentativas prévias, presença de doenças físicas ou mentais.

“O principal é observar os fatores de risco na pessoa, acolhê-la, mostrar o quanto ela é importante, perguntar como está se sentindo e se mostrar disposto a ajudar. Mesmo que o paciente tenha fatores de risco importantes, mas não estiver com ideação suicida, o acompanhamento pode ser ambulatorial. Mas no momento em que a pessoa está com ideação suicida, é extremamente doloroso, portanto, não julgue e não arrisque! Leve-o à um psiquiatra urgentemente e não o deixe sozinho. Buscar essa ajuda o quanto antes, é essencial”, finaliza.

Fonte: Assessoria de Imprensa

Sobre Priscila Torres

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O diagnóstico de uma doença crônica, em 2006, me tornou, blogueira e ativista digital da saúde. Sou idealizadora do Grupo EncontrAR e Blogueiros da Saúde. Vice-Presidente do Grupar-RP, presidente do EncontrAR. Apaixonada por transformação social, graduanda em Comunicação Social "Jornalismo" na Faculdades Unidas Metropolitanas.

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