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Microfisioterapia pode ser usada para tratamento de TDA e TDAH

Segundo Sergio Bastos Jr e Fresia Sá, especialistas em Microfisioterapia da Biointegral Saúde, de São Paulo, apesar de difíceis de serem diagnosticados, tanto em crianças quanto em adultos, as Síndromes TODA e TDAH podem ser tratadas também com a Microfisioterapia. “Quanto antes o tratamento começar a as causas emocionais e psíquicas desse tipo de doença forem encontradas, mais facilmente os resultados serão sentidos”, lembra Sergio. Fresia complementa: “de qualquer forma, em qualquer circunstância, buscar aquilo que iniciou um processo de dor ou doença é sempre um fator positivo e pode levar, inclusive a descobrir outros problemas a serem tratados”.

Conforme explicam os especialistas, nos últimos anos, tivemos um aumento considerável nos diagnósticos de TDA e TDAH – as síndromes do déficit de atenção e do déficit de atenção por hiperatividade. Consequentemente, tivemos um aumento de informação, matérias e artigos sendo publicados e falando sobre o problema, o que faz parecer que ele é algo recente na nossa sociedade. Claro que o aumento da tecnologia, a vida cada vez mais agitada e imediatista e os novos tempos trazem de maneira mais ampla reações mentais e comportamentais do tipo, mas é preciso falar um pouco sobre as causas anteriores das síndromes.

“É muito comum esse tipo de problema estar ligado, por exemplo, a memórias do clã familiar, associadas a problemas não resolvidos, geralmente de alta carga dramática, como mortes traumáticas e separações sem sentido, provocadas por afogamentos, enforcamentos, assassinatos, execuções, acidentes, suicídios, desaparecimentos, etc. Esse tipo de situação, muitas vezes escondido e mantido sob segredo, acaba gerando uma carga emocional e psicológica que se conecta com as pessoas envolvidas e seus descendentes, fazendo parte da memória genética da família”, explica Sergio.

Segundo ele, crianças nascidas nesse panorama podem trazer uma necessidade de agir por si e por outra pessoa, alguém que tenha sido privado de viver, por exemplo: “seria como querer se concentrar em um livro, mas, ao mesmo tempo, querer sair com os amigos”. Fazer tudo ao mesmo tempo causa agitação e hiperatividade, que pode ser muito externada nas crianças, e mais internalizada nos adultos, que acabam aprendendo a se controlar, mas carregam na psique a mesma ansiedade, que pode causar esquecimentos, comportamentos anti sociais e fobias, por exemplo.

Apesar de ainda estarem sendo muito estudadas, as síndromes também estão muito ligadas a situações como um repouso forçado ou uma enfermidade durante a gravidez, que fariam com que o indivíduo tivesse traços mais agitados e quisesse viver tudo de forma muito intensa. A verdade é que, além da dificuldade de diagnóstico – como diferenciar o estresse de um déficit de atenção? Ou uma ansiedade mais corriqueira de uma hiperatividade? Para Fresia Sá, “as síndromes, assim como outras doenças menos conhecidas e que estão sendo verificadas em crianças, estão levando a um aumento no uso de medicações desde a infância, e a um consequente aumento de outros problemas, relacionados ao uso de medicamentos”.

Para os especialistas, o caminho mais viável é encontrar as causas primordiais de comportamentos considerados inadequados. Avaliar se esses comportamentos estão mesmo relacionados a um problema real que precisa ser tratado e escolher as formas menos invasivas de lidar com ele, especialmente em crianças. “A Microfisioterapia atua de forma ágil e profunda em casos de síndromes, encontrando traumas e memórias difíceis que estejam gravadas no organismo, movimento o próprio corpo para que as elimine e acabe resolvendo o problema”, finaliza Fresia.

Sobre Priscila Torres

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O diagnóstico de uma doença crônica, em 2006, me tornou, blogueira e ativista digital da saúde. Sou idealizadora do Grupo EncontrAR e Blogueiros da Saúde. Vice-Presidente do Grupar-RP, presidente do EncontrAR. Apaixonada por transformação social, graduanda em Comunicação Social "Jornalismo" na Faculdades Unidas Metropolitanas.

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